Masking no autismo: o cansaço de tentar parecer normal

Muitos adolescentes com TEA passam boa parte do dia tentando se encaixar em padrões sociais que não são naturais para eles. Esse esforço é conhecido como masking, ou camuflagem social.

O masking acontece quando a pessoa:

  • imita expressões faciais

  • copia o comportamento dos colegas

  • esconde desconfortos sensoriais

  • força contato visual

  • ensaia falas e reações sociais

Por fora, o adolescente pode parecer adaptado. Ele conversa, participa das atividades e não chama atenção. Mas por dentro, o esforço para manter essa aparência pode ser extremamente cansativo.

É comum que esses adolescentes:

  • cheguem em casa exaustos

  • se isolem por horas

  • fiquem irritados sem motivo aparente

  • tenham crises após eventos sociais

  • apresentem sintomas de ansiedade

O masking pode trazer alguns benefícios temporários, como evitar críticas ou exclusão social. No entanto, a longo prazo, ele pode gerar:

  • esgotamento emocional

  • perda de identidade

  • ansiedade

  • depressão

Muitos adolescentes relatam a sensação de estarem sempre “atuando”, como se não pudessem ser eles mesmos.

Por isso, é fundamental que o adolescente tenha espaços seguros, onde não precise fingir ou se adaptar o tempo todo. A família e a terapia devem funcionar como esses espaços.

Algumas atitudes que ajudam:

  • permitir momentos de silêncio

  • respeitar a necessidade de ficar sozinho

  • não forçar comportamentos sociais artificiais

  • validar o cansaço emocional

  • oferecer previsibilidade

O objetivo não é ensinar o adolescente a “parecer normal”, mas sim ajudá-lo a entender seu funcionamento e encontrar estratégias que respeitem sua forma de ser.