Muitos adolescentes com TEA passam boa parte do dia tentando se encaixar em padrões sociais que não são naturais para eles. Esse esforço é conhecido como masking, ou camuflagem social.
O masking acontece quando a pessoa:
imita expressões faciais
copia o comportamento dos colegas
esconde desconfortos sensoriais
força contato visual
ensaia falas e reações sociais
Por fora, o adolescente pode parecer adaptado. Ele conversa, participa das atividades e não chama atenção. Mas por dentro, o esforço para manter essa aparência pode ser extremamente cansativo.
É comum que esses adolescentes:
cheguem em casa exaustos
se isolem por horas
fiquem irritados sem motivo aparente
tenham crises após eventos sociais
apresentem sintomas de ansiedade
O masking pode trazer alguns benefícios temporários, como evitar críticas ou exclusão social. No entanto, a longo prazo, ele pode gerar:
esgotamento emocional
perda de identidade
ansiedade
depressão
Muitos adolescentes relatam a sensação de estarem sempre “atuando”, como se não pudessem ser eles mesmos.
Por isso, é fundamental que o adolescente tenha espaços seguros, onde não precise fingir ou se adaptar o tempo todo. A família e a terapia devem funcionar como esses espaços.
Algumas atitudes que ajudam:
permitir momentos de silêncio
respeitar a necessidade de ficar sozinho
não forçar comportamentos sociais artificiais
validar o cansaço emocional
oferecer previsibilidade
O objetivo não é ensinar o adolescente a “parecer normal”, mas sim ajudá-lo a entender seu funcionamento e encontrar estratégias que respeitem sua forma de ser.
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